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Congelamento do tecido ovariano ajuda a preservar a fertilidade após o câncer

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Congelamento do tecido ovariano ajuda a preservar a fertilidade após o câncer

Para a medicina, a vida pós-câncer é uma realidade que aumenta cada vez mais e exige atenção. Com o crescente número de sucessos no tratamento, a sobrevida cheia de planos também está no pacote. Muitas mulheres, que sonham com a maternidade, enfrentam um problema grave após o tratamento, a infertilidade. Em alguns casos, a quimioterapia e a radioterapia que destroem as células tumorais, também podem atingir as células germinativas, as mesmas que dão origem aos óvulos.

Congelamento do tecido ovariano

Além da criopreservação dos óvulos, que já é conhecida há mais de uma década, o congelamento de tecido ovariano pode ser uma nova alternativa. A técnica é muito recente, e seus resultados são bastante promissores. Mais de 60 bebês já nasceram através do reimplante de tecido ovariano em diversos locais do mundo. A avaliação de cada caso é realizada individualmente, sempre respeitando todas as orientações do oncologista responsável, com o objetivo de sucesso no tratamento oncológico e a possibilidade de preservar a fertilidade futura

O novo procedimento é uma alternativa às pacientes que não possuem tempo hábil para congelar óvulos ou embriões após o diagnóstico do câncer. A técnica também é indicada para as mulheres que receberam contraindicações para a estimulação ovariana com hormônios.

Como funciona?

O procedimento é mais invasivo do que a criopreservação (congelamento) dos óvulos. A paciente é submetida a um procedimento cirúrgico, por meio de uma videolaparoscopia. Uma parte, ou, a depender do caso, todo o ovário, é retirado. O tecido é submetido a um processo de preparo e congelamento em nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196º C. Depois de congelado, pode permanecer assim por tempo indeterminado. Para o procedimento, a paciente fica internada de um a dois dias. A cirurgia é rápida e não interfere no início do tratamento contra o câncer, que é prioritário sempre.

Já na criopreservação dos óvulos, a mulher passa por uma indução de ovulação, com o uso de hormônios, que demora entre 10 e 15 dias. Em muitos casos, a paciente não tem esse tempo de espera para o início do tratamento contra o câncer. A técnica de congelamento do tecido ovariano também é indicada para meninas que ainda não entraram no período fértil. Já que nesses casos, não existe a possibilidade de se coletar óvulos.

Após a liberação do oncologista para uma gravidez, realiza-se outra videolaparoscopia, para reimplantar o tecido ovariano. Caso obtenha sucesso, este procedimento pode proporcionar uma gestação natural, induzida por hormônios, ou, na impossibilidade, por meio da técnica de Fertilização in Vitro.

Mas, e os custos?

Vale lembrar que os custos para todos esses tratamentos são caros, e os convênios, em geral, não cobrem.

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