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Grávidas devem tomar vacinas para transferir anticorpos ao bebê

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Grávidas devem tomar vacinas para transferir anticorpos ao bebê

A vacinação durante a gravidez ainda é um tabu. Muitas gestantes têm medo de tomar vacina e prejudicar o bebê, por isso, preferem não conversar com os médicos sobre o assunto.

Ao se vacinar, além de cuidar da própria saúde, a gestante transfere os anticorpos para o feto por meio da placenta e, depois do parto, pelo leite materno. Esta proteção é fundamental para o início da vida, época em que o sistema imunológico ainda não sabe lidar com as ameaças externas.

“Vale destacar que aproximadamente 11% dos nascidos no Brasil são prematuros, grupo extremamente suscetível a infecções, em especial às respiratórias. Vacinar a gestante aumenta o peso do bebê, reduz a prematuridade e os riscos para os que nascem antes de completar 40 semanas”, explica o diretor do Departamento de Imunização da Sociedade Brasileira de Pediatria, e vice-presidente da Sbim, Renato Kfouri.

A cobertura vacinal das gestantes é considerada insatisfatória no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2017, apenas 38% das gestantes tomaram a vacina tríplice bacteriana acelular, que protege contra a coqueluche, a difteria e o tétano.

Outro dado aponta que apenas 56% das gestantes tomaram a vacina contra a hepatite B entre 1994 e 2017.

Para mudar esta realidade, a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) lançou a campanha “Calendário de vacinação da gestante: um sucesso de proteção para mãe e filho”. A ideia é conscientizar sobre a importância das vacinas antes e durante a gravidez.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, o ideal seria que a mulher fosse vacinada ainda na adolescência, mas muitas não procuram a rede básica de saúde para colocar a vacinação em dia.

“Muitas vacinas estão disponíveis no SUS, a mulher não precisa esperar ficar gestante para receber a vacina. Ela pode já estar vacinada quando ficar grávida”, explica Carla.

A madrinha da campanha é a atriz da RecordTV, Juliana Didone, que está grávida de oito meses de uma menina que vai se chamar Liz.
“Há muita informação sobre a restrição para pintar os cabelos e consumir bebidas alcoólicas, por exemplo, mas a vacinação ainda é pouco divulgada”, conta a atriz.

Durante a gravidez a mulher pode tomar algumas vacinas que, além de proteger a mãe, vão evitar um parto prematuro e que o bebê sofra as consequências de uma infecção grave.

As vacinas indicadas para todas as grávidas são as que protegem contra a influenza, um tipo grave de gripe, hepatite B, difteria, tétano e coqueluche. Todas são elaboradas a partir de vírus inativados e não oferecem risco.

Em situações especiais, como alto risco de contaminação, as grávidas também podem tomar vacinas contra hepatite A, meningite e febre amarela.

No caso da coqueluche, é importante vacinar toda a família. De acordo com a Sbin, 75% dos bebês infectados com a coqueluche, contraem a doença dentro de casa. Dos 2.955 casos de coqueluche registrados no Brasil em 2015, 62,6% aconteceram em menores de 1 ano. Das 35 mortes, 30 foram em menores de 3 meses.

O esquema de vacinação da criança contra a coqueluche só é concluído por volta dos seis meses de idade. “Até lá, as crianças são mais suscetíveis à morte pela doença, em geral assintomática em adultos. A vacinação de gestantes e familiares é estratégia mundial para prevenir a infecção em bebês”, explica a presidente da Sbim, Isabella Ballalai.

Vacinas contra doenças virais como varicela, rubéola, sarampo e caxumba devem ser tomadas antes do início da gestação.

Grávidas também estão proibidas de tomar as vacinas contra a dengue e contra o papilomavírus, conhecido como HPV.

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