._. Log in ._.

O sonho concebido através da Fertilização In Vitro

thumbnail_Anatole Borges

O sonho concebido através da Fertilização In Vitro

O desejo de ser mãe pode passar por alguns obstáculos para algumas mulheres, como é o caso da jornalista Carla Cleia, de 42 anos e que durante 14 anos sonhou em gerar um filho. Cadeirante, Carla, disse que encontrou dificuldades que iam além da deficiência física. “Passei por muitos profissionais que olhavam minha condição de cadeirante, e colocava outros empecilhos, até que achei o médico que acreditou no meu sonho e no meu potencial como mãe”.

Casada com Roberlito Moraes, que também é cadeirante, Carla, tinha problemas de ovulação, assim como o esposo tinha problemas na formação do sêmen, além disso, Carla conta que estava acima do peso, portanto, eram vários fatores que complicavam o tratamento de fertilidade. “Nossos problemas de fertilidade não eram associados a deficiência e apesar de todos os problemas, fizemos a Fertilização In vitro e tivemos sucesso na primeira tentativa, hoje, sou a mãe do Miguel, que é um sonho realizado e a luz da minha vida”, frisou Carla.

Miguel, hoje tem 3 anos e Carla tem planos de aumentar a família. “Amo ser mãe, a rotina, os cuidados, pegar na escola, acompanhar tudo dele. Não quero que ele seja filho único, então já estamos planejando mais uma criança que vai vir por Fertilização ou será adotado por nós”.

Assim como Carla, Eliziane Barroso também teve seu filho através da fertilização in vitro, hoje é mãe de José Virgílio, de 4 anos. “Quando recebi o Beta positivo eu me senti sentada no colo de Deus”, relembrou. Depois de um ano tentando a gravidez natural e sem sucesso, Eliziane procurou um especialista em reprodução humana. “Admitir a infertilidade foi difícil, entrar na clínica para tratamento às vezes é vergonhoso, você se sente menos mulher, ficamos muito fragilizadas, mas faria tudo de novo para ter o meu filho. Sei que muitas mulheres desistem por medo, por vergonha, mas a recompensa, o amor do filho é maior do que tudo”.

Com problemas nas trompas, Eliziane chegou a ficar grávida, mas foi uma gestação tubária e perdeu o bebê, em seguida ela fez uma inseminação artificial, mas não obteve sucesso, e assim, decidiu passar pela fertilização in vitro, ficando grávida na primeira tentativa. “Além do desgaste psicológico, tem a parte financeira. Quando fui fazer a Fertilização, depois da inseminação, já não tínhamos mais dinheiro, então eu e meu marido penhoramos as joias, até nossas alianças. Três dias depois, ele recebeu um pagamento de uma causa judicial, que nem esperava, e aí conseguimos resgatar tudo. Deus providencia tudo! Ele quer ver até onde vai a nossa coragem”. Com 39 anos, Eliziane disse que já se preparava para passar novamente pela fertilização e dar um irmão para José, mas descobriu um câncer de mama e agora está em tratamento. “Quando tive a notícia do câncer, não tive medo, nem fiquei triste, e acho que isso é pelo José, ele é minha força, acredito que Deus me enviou ele para que pudesse ser mais forte”.

A gravidez de Eliziane foi tranquila e ela conta que curtiu todos os momentos. “Antes de ser mãe, ouvia as pessoas falando: – Você só vai conhecer o amor quando tiver um filho -, achava meio piegas, mas é verdade, gerar uma vida é algo glorioso, uma explosão de sentimentos. José é um menino inteligente, saudável e amoroso. É um sonho ser a mãe dele!”.

Tratamentos de reprodução tem até 70% de chances de sucesso

O Brasil é um dos países com melhor resultado em reprodução assistida: segundo relatório da Anvisa, a taxa de sucesso é de 73% na fertilização de óvulos e formação de embriões – mas é importante saber que a taxa de gravidez é de cerca de 50% depois que é feita a transferência do embrião.

Segundo o especialista em reprodução humana, Anatole Borges, a infertilidade conjugal acomete cerca de 15¨% dos casais brasileiros e é caracterizada pela ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de um ano ou mais.

“Cerca de 60% dos casos de infertilidade são revertidos com tratamentos simples sem precisar recorrer a uma técnica mais complexa de reprodução assistida, como a fertilização in vitro ou a inseminação artificial, para ter um filho. É importante que com um ano de tentativas, sem sucesso, o casal procure um especialista”, destacou.

Várias são as causas que podem levar à infertilidade na mulher, dentre elas as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), os distúrbios hormonais, obstrução nas trompas, problemas de malformação ou tumores no útero, endometriose e ovários policísticos.

A mudança de hábitos pode colaborar com a fertilidade do casal. “Ter uma alimentação saudável, manter-se no peso adequado, praticar atividade física regular, não fumar, evitar bebidas alcoólicas em excesso e dormir bem são medidas que aumentam a capacidade reprodutiva”, explica Anatole Borges. “Para aumentar as chances de uma gravidez natural, é importante que o casal controle o estresse e a ansiedade, saiba o período fértil da mulher e tenha uma vida sexual saudável com uma frequência de três relações por semana,” explicou o médico.

Há ainda as mulheres que adiam o sonho da maternidade por causa de outros projetos, Anatole Borges alerta que apesar da alta taxa de sucesso nos tratamentos de reprodução, a partir de 35 anos, as chances de gravidez diminuem, mesmo com tratamentos de fertilização.

“Para as mulheres que desejam postergar a gravidez, os métodos de reprodução assistida, como a ovodoação e a preservação da fertilidade (congelamento de óvulos), são alternativas para gerar filhos no futuro. Nos casos em que o desejo é preservar a fertilidade, a melhor técnica é o congelamento de óvulos”, explicou Anatole.

Borges lembra que os problemas de fertilidade não são apenas femininos e que muitos homens também sofrem com a infertilidade. “40% dos casos de infertilidade é do homem, 40% é das mulheres e em 20% dos casos, o problema de fertilidade está nos dois”, finalizou.

2 Comentários

  1. NILDA MOREIRA

    GOSTARIA DE SABER VALORE DA FERTILIZAÇÃO IN VITRO

    • Lana Rios

      Nilda,

      Peço que ligue para o consultório do Dr. Anatole Borges ou Dr. Thiago Brito, são nossos especialistas e podem lhe passar um valor

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *