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Resolução do Conselho de Medicina torna mais fácil doação de óvulos

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Resolução do Conselho de Medicina torna mais fácil doação de óvulos

A doação de óvulos está mais fácil agora. Uma nova resolução do Conselho Federal de Medicina estabelece que qualquer mulher até 35 anos pode ajudar quem não consegue engravidar. Fabiana quer ser mãe, mas não quer engravidar. “Eu penso em adotar e não gerar um filho meu”, disse Fabiana. E o que ela tem pretende doar. Inspirada por uma tia que sofre com a infertilidade Fabiana decidiu se tornar uma doadora de óvulos.

“Vou doar para um banco anônimo. Não sei quem vai receber. Por que não ajudar o próximo?”, diz ela.

E essa ajuda se tornou possível com a mudança nas normas da reprodução assistida feita pelo Conselho Federal de Medicina. Antes, tanto para doar quanto para receber óvulos, as duas mulheres precisavam estar passando por tratamento em clínicas de fertilização. Agora, qualquer mulher de até 35 anos de idade poderá doar e a expectativa é de que, com mais óvulos, as chances de quem sonha com uma gravidez aumentem também.

Hoje a espera pode ser longa. “Quase um quarto de todos os tratamentos, isso é, quase 25% nas clínicas de reprodução humana, seriam indicativas de doação de óvulos. E a gente não consegue realmente atender a essa população por falta de óvulos”, explicou Edson Borges, especialista em medicina reprodutiva. A doação é anônima, quem vai receber pode apenas pedir semelhanças como tipo de sangue, cor de pele e cabelo por exemplo. Documentos são assinados e a doadora precisa saber e concordar com o processo que envolve uso de hormônios para estimular ovulação e depois sedação para a aspiração dos óvulos.

A venda de óvulos é proibida, mas algumas clínicas oferecem desconto no tratamento para quem traz doadoras. “Ela vai ter sim porque ela trouxe uma doadora que vai beneficiar esse banco de óvulos que vai beneficiar uma receptora. Está ajudando porque as pessoas nem sempre tem um recurso financeiro capaz de bancar o seu próprio tratamento”, disse Arnaldo Schizzi Cambiagh, especialista em medicina reprodutiva.

É o caso de uma paciente que, depois de fazer tratamento e sofrer um aborto espontâneo, já não tinha mais como bancar outra tentativa. Agora, com duas sobrinhas doadoras, vai conseguir. “Quando a gente achava que não tinha mais condições de retomar, aí apareceu uma luz no fundo do túnel para a gente estar recomeçando”, disse ela.

As novas normas preveem também que filhas e sobrinhas cedam temporariamente o útero. A chamada barriga de aluguel antes só era permitida a mães, avós, tias e primas. Mulheres e homens solteiros também poderão recorrer a esse tipo de gravidez. São algumas poucas novidades aumentando muito as esperanças. “Espero sucesso. Que tudo aquilo que a gente passou fique para trás e que a gente saia vitoriosos dessa, com um bebezinho. Quem sabe dois?”

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